Zé Pedro, o lendário guitarrista dos Xutos e Pontapés, é a maior figura do rock ‘n’ roll português, tendo sido o seu grande impulsionador, não só enquanto guitarrista fundador da maior banda nacional de sempre, mas também através na divulgação do género como crítico de música, radialista e dono do Johnny Guitar, mítico clube lisboeta e sala de concertos, onde tantas e tantas bandas deram os primeiros passos.
Pela primeira vez em Portugal, está documentada a história da contracultura do rock’n'roll nacional desde o seu surgimento no fim da década de 50 até aos nossos dias. Na década de 60, inspirados por bandas como os Shadows, Bill Haley ou os Beatles, cerca de 3000 conjuntos de norte a sul de um país sob o alçada de Oliveira Salazar abalaram as editoras inconscientes deste som emergente.
Um impulso de espírito ousado que percorreu o psicadelismo dos Jets, o punk dos Aqui D’el Rock, e se estabeleceu em pontos nevrálgicos como Braga, Coimbra ou Barreiro. Um pedaço da história de Portugal que tende a ser ocultado sobrevive através do selo independente da Ama Romanta, da Bee Keeper, da Lux ou da Groovie Records, e tem neste documentário de Eduardo Morais, a sua merecida celebração.